CIGARRO, NÃO. NARGUILÉ!

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29 de agosto de 2017

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Em tempos modernos abordaremos sobre os impactos do narguilé na nossa visão e como se proteger.

O Narguilé, uma forma de fumo amplamente usada na África e na Ásia há aproximadamente 400 anos, também tem uma popularidade muito alta sobre os jovens, que fazem seu uso como uma forma de socialização, uma vez que ele pode ser usado por um longo período de modo compartilhado, por poder acrescentar sabores diferentes e por ter um conceito errôneo difundido de que se trata de uma forma segura de fumar.

Como uma espécie de cachimbo de água, é utilizado para fumar tabaco e outras substâncias, e, ao contrário da crença popular, a água não filtra seus produtos tóxicos. O indivíduo é exposto a concentrações maiores de nicotina e à outras inúmeras substâncias tóxicas (monóxido de carbono, metais pesados) possíveis causadoras de câncer, doenças cardíacas, doenças pulmonares, afecções orais e também oculares. Além de existir o risco de transmissão de doenças contagiosas pelo fato de se compartilhar a mesma piteira.

Segundo a Organização mundial da Saúde (OMS), uma sessão de 1 hora de fumo de narguilé equivale a inalar 100-200 vezes mais o volume de fumaça de um único cigarro. Ou seja, o indivíduo está muito mais exposto a desenvolver as doenças que já são atribuídas ao cigarro.

Por isso vale relembrar que em nosso artigo prévio (www.hcloe.com.br/cigarro-esse-habito-pode-me-vencer-ele-pode-afetar-minha-visao), citamos os malefícios que o cigarro traz à saúde ocular. Seus produtos tóxicos geram alterações oxidativas, danos vasculares e inflamação, gerando afecções oculares, tais como, o envelhecimento da nossa pele, incluindo flacidez palpebral, levando a alterações do campo de visão, irritação ocular, hiperemia e coceira devido a exposição à fumaça; riscos de perda visual irreversível por neuropatia óptica, quando se combina álcool e tabaco em excesso; desenvolvimento de alguns tipos de catarata, pois as substâncias tóxicas alteram o metabolismo do cristalino e também o desenvolvimento da DMRI (Degeneração Macular Relacionada à Idade), que nas suas formas graves, levam a perda visual importante e muitas vezes irreparável.

Desta maneira, concluímos que fumar Narguilé não se trata de uma alternativa segura em relação ao cigarro. Da mesma forma existe uma necessidade de conscientização, sobretudo dos adolescentes e adultos jovens sobre os riscos envolvidos, uma vez que este hábito atual, mesmo após cessar o uso, pode trazer consequências para a saúde futura.

Responsável: Dra. Julia Thiemi Takiuti | CRM: 156.167


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