Deficiência visual na infância: como auxiliar educadores?

Cuidados com os olhos, Doenças Oculares
09 de dezembro de 2017

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artigo infancia

O início da vida escolar da criança é considerado um marco em sua vida. Nessa fase ela conquista um novo mundo, com novos desafios e percepções.  A detecção de doenças oculares, o diagnóstico da deficiência visual e intervenções precoces são melhores do que quando realizadas tardiamente, após o período de desenvolvimento visual da criança.

A criança com baixa visão não é considerada cega, porém por possuir uma dificuldade visual, necessita de estímulos para a realização de tarefas.

A deficiência visual pode limitar o número de experiências e informações, interferindo no desenvolvimento motor, cognitivo e emocional.  Uma das dificuldades destas crianças são em relação a escola, que através de déficits de acuidade visual, não conseguem acompanhar os estudos de maneira correta.

Há sinais que apontam esse problema, tais como:
dificuldade para acompanhar a lousa;
→ aproximação de objetos para enxergar melhor;
→ posição viciosa de cabeça, etc.

Quando o educador repara algum desses sinais é aconselhado que ele sinalize os pais, para que encaminhem os filhos à uma avaliação oftalmológica, desta maneira, o oftalmologista avaliará e, caso realmente possua alguma deficiência visual, iniciará o tratamento adequado.

A avaliação oftalmológica, juntamente com uma equipe multiprofissional, poderá auxiliar a criança e o educador a desenvolver o uso funcional da visão, para melhor integração da criança no ambiente escolar.

A equipe orientará a criança a noções de mobilidade, auxiliará no treinamento de auxílios ópticos (lupas, telelupas, óculos magnificadores, lentes polarizadas, etc.) e não ópticos (iluminação, distância de trabalho, reforço, mas pautas do caderno, indicação de material ampliado, lápis 6B, aumento de contraste, softwares educativos, etc.), ajudando a criança no processo do aprendizado.

O educador e os pais devem incentivar e possibilitar o uso dos auxílios prescritos pelo médico oftalmologista, que deverão ser apresentados a criança e aos colegas como algo positivo, ajudando-o no acompanhamento da grade curricular, juntamente com o restante da turma. Sendo assim, a criança não se sentará constrangida e não evitará usa-los.

Também é importante ressaltar a importância em posicioná-lo num local próximo a lousa, com bastante iluminação e, em alguns casos, sendo necessária a adaptação do conteúdo curricular e do processo avaliativo.

O educador, aliado aos pais e a equipe multiprofissional, poderão reconhecer as necessidades específicas de cada criança, fornecendo todo o suporte que ela precisar para desenvolver sua visão funcional, acompanhando os demais colegas de turma e o conteúdo pedagógico.

Responsável: Tatiana Pinheiro – Tecnóloga Oftálmica

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