MELANOMA OCULAR

Doenças Oculares
28 de novembro de 2017

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Melanoma é um tipo de tumor maligno. Após o acometimento da pele, local mais conhecido pelo grande público, a incidência no olho é o tipo mais comum, sendo a neoplasia intraocular maligna primária mais comum em adultos. Na maior parte dos casos, cerca de 90%, origina-se da úvea (porção interna do globo ocular, onde se encontra à íris, estrutura que da cor aos nossos olhos). Porém, é na coróide, outro componente  da úvea, em que se encontra a imensa maioria destes tumores (85%).

Somente uma pequena parcela vem da conjuntiva, espécie de película que reveste a parte branca do olho, e portanto, seria visível ao olho nu.

Apesar de grande parte dos melanomas oculares serem primários, também podem ocorrer sob a forma de metástase do melanoma cutâneo, que corresponde a cerca de 5% de todas as metástases que acontecem no olho e órbita.

Acomete igualmente homens e mulheres. A maior incidência encontra-se por volta dos 60 anos de idade. O melanoma ocular tem a capacidade de gerar metástase através da corrente sanguínea, envolvendo principalmente o fígado, e em casos extremos, levar o paciente a óbito.

O diagnóstico em sua maioria estabelece-se com grande acurácia através de exame clínico realizado pelo médico oftalmologista, que também pode ser auxiliado por exame de ultrassonografia ocular. Esse tumor pode ser assintomático, por vezes detectado ao acaso num exame de rotina do fundo de olho, ou ser sintomático e causar redução da acuidade visual e perda de campo visual. Outras alterações visuais como flashes luminosos e perda súbita da visão ocorrem no caso de descolamento da retina causado pelo tumor. Em muitos casos são indolores, embora em fases avançadas estejam associados a dor ocular e periocular intensa.

O tratamento local do melanoma tem melhorado, sendo muitas vezes curativo em fases precoces. Houve também um aumento do uso de métodos conservadores que preservam o olho. Como opções terapêuticas disponíveis podemos citar: radioterapia, braquiterapia (modalidade de radioterapia), terapia a laser, ressecção microcirúrgica, quimioterapia, crioterapia, enucleação (remoção do globo ocular), exenteração (retirada do conteúdo da órbita), escolhidas de acordo com cada cenário clínico.

Pesquisas genéticas e moleculares tem ajudado a esclarecer o desenvolvimento e progressão do melanoma ocular, fornecendo uma boa oportunidade de se achar uma terapia que melhore o prognóstico dos pacientes com doença metastática.

Desta forma, além de estar atento aos sinais e sintomas, realizar consultas e exames oftalmológicos periódicos aumentam muito as chances de detecção do melanoma ocular em fases precoces e consequentemente de sua cura.

Responsável: Dra. Patrícia Yamanaka | CRM/SP: 140.062

 

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