POLUIÇÃO, STRESS, SOL – A VIDA DO MOTORISTA PODE ACARRETAR TRANSTORNOS VISUAIS.

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26 de julho de 2017

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O motorista está sujeito a diversas situações no seu cotidiano, que podem prejudicar a saúde ocular, entre elas estão à poluição, stress e sol.

A poluição do ar na cidade está muito elevada, cerca de duas vezes a mais ao recomendado pela OMS (Organização Mundial de Saúde), principalmente nos dias secos, podendo afetar diretamente os olhos, pois através das poeiras e das pequenas partículas e impurezas suspensas no ar, ao entram em contato com os olhos, surgindo alergias oculares, irritações, lacrimejamento, ardor, prurido (coçeira), vermelhidão, olho seco e blefarite. Ocorre uma alteração da composição da lágrima e obstrução da glândula de meibomio, gerando um olho seco evaporativo, além de uma inflamação crônica da pálpebra.

A higienização das mãos e dos olhos com xampu neutro infantil ou xampus próprios para os olhos, lubrificação deles e umidificação de ambientes, ajudam a prevenir e minimizar as lesões geradas pela poluição.

O stress é uma resposta exacerbada do organismo a situações cotidianas, que o levam a agir e sentir como se estivessem sendo submetidos a uma atividade mais extenuante que a real.

O stress pode gerar fadiga ocular, alterar a musculatura que permite a acomodação, gerando a miopia induzida e a visão embaçada, dor de cabeça, piora dos sintomas de olho seco, como irritação e ardor ocular, espasmos e tremor do músculo orbicular, podendo induzir o aparecimento da patologia retiniana chamada Serosa Central (acúmulo de líquido atrás da retina, com embaçamento visual, além de deformidade da imagem e hipermetropia induzida).

Para minimizar a fadiga ocular, devem-se utilizar lubrificantes oculares, piscar com mais frequência, descansar os olhos a cada duas horas olhando para o horizonte, dormir mais e aumentar os momentos de relaxamento e prazer.

A radiação solar ultravioleta pode gerar catarata (opacificação do cristalino) mais precocemente, ressecamento e evaporação da lágrima levando a uma ceratite (inflamação na córnea), ao pterígio (proliferação das células da conjuntiva como uma membrana esbranquiçada, cobrindo parte da córnea) e a degeneração macular (morte das células maculares – parte central da retina, com perda da visão).

Para proteger os olhos, recomenda-se a utilização de óculos com boa qualidade e proteção contra raios UV, entre 90-100%, tanto nos óculos de sol quanto nos de lentes comuns.

Para melhorar a saúde ocular do motorista, a higienização correta das mãos e pálpebras são fundamentais, além de utilizar lubrificantes oculares, lentes solares ou lentes corretivas atualizadas, com proteção UV de cerca de 90-100%, evitar o stress no trânsito e consultar periodicamente um oftalmologista.

Responsável:   Dra. Fernanda Castro De Oliveira Dias Do Couto | CRM: 127.040


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