ROTURAS RETINIANAS

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05 de agosto de 2017

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Roturas Retiniana

Roturas retinianas são rasgos que acometem todas as camadas da retina neurossensorial – composto por 10 camadas, situado no fundo dos olhos, responsável por captar a luz do meio externo – e são o principal fator de risco para os descolamentos da retina.

As roturas ocorrem com maior frequência na periferia da retina, geralmente por tração do vítreo (substância gelatinosa e transparente que preenche a cavidade ocular, cuja superfície encontra-se aderida à retina), denominado de descolamento do vítreo posterior. Pode ocorrer espontaneamente ou provocado por traumas.

Um fator de risco muito importante é a alta miopia. Nestes olhos, que são mais “alongados”, a periferia da retina pode apresentar afinamentos e fragilidades características, sendo, portanto, mais susceptíveis a roturas.

Outros fatores de risco são doenças inflamatórias, idade acima dos 50 anos, degenerações periféricas da retina, cirurgia de catarata e diabetes.

Os principais sintomas relacionados a roturas são as fotopsias (flashes de luz) e os floaters de aparecimento súbito, também conhecidos como “moscas volantes” (sombras móveis como pontos e linhas  no campo de visão, que acompanham o movimento dos olhos).

A percepção destes sintomas não significa que haja roturas, mas é necessária uma avaliação oftalmológica com urgência, a fim de se evitar um descolamento de retina, que pode levar a perda irreversível da visão.

O exame para avaliar a presença de roturas é o mapeamento da retina. A ultrassonografia também pode ser utilizada no auxílio do diagnóstico.

O tratamento é feito com fotocoagulação a laser. Neste tratamento, faz-se a fusão da retina com o tecido subjacente, evitando a entrada do vítreo pela rotura que ocasionaria o descolamento da retina.

Quando a rotura se apresenta já com descolamento da retina, o tratamento pode ser feito, em alguns casos, com injeção de gás na cavidade vítrea e posterior fotocoagulação. Caso não seja possível esta modalidade, o tratamento é cirúrgico.

Caso sinta algum dos sintomas, consulte seu oftalmologista.

 


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